quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CURSO DE FOTOGRAFIA PELO SENAC E CVT




CURSO DE FOTOGRAFIA - SENAC e CVT


Caríssimos amigos que me acompanham neste espaço virtual.
Estou abrindo espaço nas "dicas sobre fotografia" deste blog  para, juntamente com o CVT de Formiga, comunicar aos nossos seguidores e visitantes a excelente oportunidade  de  se matricular no curso de fotografia  que o SENAC vai ministrar.
Como profissional de fotografia asseguro a todos que o SENAC é uma das poucas entidades que oferece cursos temporários e de formação acadêmica nesta área.
Quando vi as faixas de publicidade anunciando o curso fiquei feliz e surpreso pela inaciativa do CVT.
Oportunidade ímpar para reforçar tudo que foi falado neste período sobre dicas de fotografia.
Segue o anexo com as informações necessárias.
Abraço a todos e aproveitem!

SENAC E CVT OFERECEM CURSO DE FOTOGRAFIA





Estão abertas as inscrições para o curso de FOTOGRAFIA que será oferecido no Centro Vocacional Tecnológico – CVT.



Objetivo



Proporcionar aos participantes o desenvolvimento de competências para registrar cenas, tornando inesquecíveis, fatos e eventos, atendendo as expectativas da arte de fotografar.



Síntese do Programa



• Câmeras

• Elementos da câmara: diafragma, obturador, fotômetro

• Objetivas, filtros, cartão de memória

• Profundidade de campo

• Técnicas de fotografia: posicionamento, treinar o olhar e ângulo de imagem

• Conservação de equipamentos fotográficos

Carga horária

30 h - Início do curso: 08/11/2010

Pré-requisito(s)



• 16 anos

• Ensino fundamental completo

Documentos necessários



• Comprovante de Escolaridade

• Carteira de Identidade

• CPF

• Comprovante de endereço (água, luz ou telefone)

Local de Realização e Turmas



CVT – Centro Vocacional Tecnológico

Rua São Luiz Gonzaga – 327

Bairro São Luiz

(37)3322.5528



Investimento: 3 parcelas de R$ 130,00 ( cheque)

domingo, 3 de outubro de 2010

Terceiro Tópico - MODOS DE FOTOGRAFIA



MODOS DE FOTOGRAFIA




Em fotografia, modo de exposição abrange modo de fotografia e modo de cena, que se
referem às possibilidades de uma câmera fotográfica digital ser operada manualmente, ou
então, de capturar imagens levando em conta um determinado tipo de cenário, ou ainda,
para obter imagem com um efeito desejado.
O modo manual é uma opção disponível quase exclusivamente em câmeras de uso
profissional. Já os "modos de cena", ao contrário, estão mais presentes e em maior número
em câmeras compactas de uso mais comum.
Um botão de modos de exposição que costuma equipar câmeras profissionais e populares é o
dial de modos, que dá acesso rápido aos comandos manuais da câmera e ao controle da
exposição através da seleção dos modos de cena.

                                               

                                      O botão de seleção de modos (Dial de modos)



Os modos de fotografia estão presentes na maioria das câmeras para profissionais e
amadores avançados, no dial de modos que dá acesso rápido a modos básicos de fotografia:
o modo manual (M), o modo programado (P), o modo prioridade de velocidade (S) e o modo
prioridade de abertura (A).
As câmeras profissionais do tipo SLR costumam contar com modos de cena pré-programados
básicos acessíveis pelo dial. Geralmente, são os modos esportivo, retrato, noturno ,
paisagem e um modo programável pelo usuário.


Modos de fotografia

No modo Auto, a câmera assume o controle da abertura, velocidade, sensibilidade, do
modo de medição, da iluminação, do balanço de cores, do foco, da estabilização da imagem
para a máquina.
A câmera entra em prontidão e fica à espera do aperto do botão de disparo para capturar uma imagem.
A câmera põe seus sensores em ação e auto-ajusta abertura, velocidade,
sensibilidade, fotometria, iluminação, balanço de cores, foco e estabilização da câmera de
acordo com o programa padrão definido pelo fabricante da câmera.
O modo P (Program) permite controle parcial de velocidade e abertura.
Modo S (Shutter speed) controla a velocidade, a abertura é recalculada
automaticamente.
Modo A (Aperture) controla a abertura do diafragma, a velocidade é recalculada
automaticamente.
O modo M (Manual) permite controle independente de velocidade e abertura.

Este modos citados acima são mais usados na fotografia profissional, exceto o modo "Auto".
Por hora, vamos nos ater para os modos automáticos de cena.

Modos de cena

Os modos de cena mais comuns como Retrato, Paisagem, Esportivo e Noturno, têm
suas ações mais ou menos bem definidas e conhecidas pelos fotógrafos; outros modos de
cena, menos comuns, têm merecido pouca divulgação pelos seus criadores.



Fotografia de RETRATOS


O modo (Retrato) desfoca o fundo para destacar a pessoa.
A pele e o cabelo ficam com tons mais suaves do que no modo (Auto Total).
Quanto maior a distância entre o motivo e o fundo, melhor.
Quanto maior a distância entre o motivo e o fundo, mais desfocado fica o
fundo. A pessoa fica mais realçada em fundo totalmente escuro.
Se tiver uma objetiva de zoom, utilize a parte de teleobjetiva para
preencher por completo o enquadramento com a imagem da
pessoa da cintura para cima. Aproxime-se mais, se for necessário.
Foque o rosto.
Descrição: Dá destaque à pessoa fotografada tirando o foco do resto da cena.
Ação esperada: Aumento da abertura para obter um fundo desfocado.



Fotografia de PAISAGENS



Utilize o modo (Paisagem) para panoramas amplos, fotografia
noturna e para uma boa focagem dos objetos em primeiro e segundo
plano. Os tons verdes e azuis ficam mais vivos e nítidos do que com o auto total.
Utilize uma objetiva de grande angular.
Quando quiser usar uma objetiva de zoom utilize a parte de grande
angular. Assim, tanto os objetos próximos como os distantes ficam
focados e com melhores resultados do que com teleobjetiva.
Também dá maior amplitude às paisagens.
Para fotografar cenas noturnas o flash incorporado deverá ficar desativado.
Utilize um tripé, para evitar a trepidação da câmara fotográfica.
Descrição: Condiciona a câmera a obter imagem com nitidez se estendendo do primeiro
plano até o infinito.
Ação esperada: Diminuição da velocidade para usar pequenas aberturas, que dão mais
nitidez em profundidade.


Fotografia de RETRATOS NOTURNOS




Para fotografar  à noite e obter um fundo com uma exposição
de aspecto natural, utilize o modo (Retrato Nocturno).
Se fotografar uma pessoa neste ambiente, esta não deve estar a mais de 5 metros da câmara.
Descrição: Neutraliza a tendência da câmera de capturar imagens brilhantes em ambientes
muito escuros.
Ação esperada: Menos exposição para evitar ofuscamento.



Fotografia de GRANDES PLANOS



Se quiser fotografar flores ou pequenos objetos utilize (Grandes planos).
Para tornar maiores os objectos pequenos utilize uma objetiva macro (opcional).
Utilize um fundo simples pois isso permitirá que o assunto ( flor ), se destaque mais.
Aproxime-se o máximo possível do motivo.
Verifique a distância mínima de focagem da objetiva
Em fraca luminosidade, pode ocorrer do flash incorporado disparar.
Se recorrer a objetiva de zoom, use a parte de teleobjetiva, assim o assunto ficara maior.


Fotografia de MOTIVOS EM MOVIMENTO



Para fotografar um motivo em movimento, seja uma criança correndo ou uma corrida
de carros, utilize o modo (Desporto).
Utilize uma teleobjetiva.
Recomenda-se uma teleobjetiva para poder fotografar de longe.
Descrição: Adequa a câmera para capturar imagens em movimento relativo.
Ação esperada: Aumento da sensibilidade para usar altas velocidades de captura de objetos.
Modo de Desporto



Fotografia de MOVIMENTO COM RASTRO


Se desejar colocar um efeito de rastro na fotografia, de maneira que a foto fique com uma aparência de movimento mais explícito ou que seja necessário evidenciar a velocidade de uma forma mais aparente, basta apontar a câmera para o assunto em movimento e seguir a trajetória do mesmo com se estivesse filmando o movimento e logo após acionar o botão do obturador. Pronto. A captura se dará com o efeito apresentado nas fotos acima.

OBS. No dia em que fotografei os veículos acima, estava chovendo muito. Razão das fotos se apresentarem com um pouco de ruído.




Fotografar no modo FLASH DESATIVADO




Em locais em que seja proibido utilizar flash, defina o modo (Flash Desligado).
Muito usada quando desejamos captar as cores do ambiente.
Este modo também é indicado para fotografar à luz das velas,
quando se deseja obter um determinado efeito sob este tipo de luz.
Por causa da falta da luz do flash no assunto, este tipo de foto se caracteriza por apresentar uma tonalidade dourada. A foto ficará com uma cor mais quente, uma vez que a câmera se auto programará para uma velocidade mais lenta e uma abertura de diafrágma maior. Assim o equipamento buscará a luz necessária para suprir a falta do flash.
Recomenda-se o uso de um tripé para evitar ruídos.


OUTROS MODOS DE CENA:


Fogos de artifício, Pôr-do-sol, Luz de velas, Retrato noturno, Folhagens, Culinária,
Retrato sem flash, Panorâmico, Através de vidraça, Documentos, Fotos subaquáticas,
Leilão, Reconhecimento de sorriso, Museu, Festa, Flores, Alto ISO, Crianças,
Close-up, high-key, low-key, modo estabilizado.




Próxomo Tópico: TÉCNICAS AVANÇADAS.

A todos um abraço e até a próxima.

Gilberto

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A LUZ NA FOTOGRAFIA





LUZ NATURAL



A luz natural é proporcionada pelo sol, que pode incidir diretamente ou indiretamente sobre o assunto. O aspecto da luz solar pode variar de acordo com o horário e o tempo, resultando nos mais diversos aspectos à sua fotografia.





 Ao amanhecer, por exemplo, provoca tons quentes, com cores avermelhadas ou alaranjadas que são muito agradáveis para paisagens. A intensidade da luz logo pela manhã e à tarde é mais fraca, e produz imagens com boa definição e detalhes definidos, sem exagerar no contraste.





Nestes horários, a luz incide de forma lateral, iluminando diretamente os objetos fotografados e criando sombras que dão volume e realçam as formas dos elementos da fotografia. No pôr-do-sol, observe com paciência todas as variações de tonalidades e cores que vão ocorrendo e aproveite, pois são momentos em que podemos conseguir belas imagens!



LUZ DURA E LUZ SUAVE

Nas primeiras horas da manhã e à tarde a luz é mais suave, ou seja, mais fraca, como também direcionada. A iluminação durante o resto do dia tem intensidade mais forte, produz imagens com sombras densas e também causa o efeito de "estourar" a imagem, em que áreas mais claras da foto perdem totalmente a definição e ficam totalmente brancas. Este tipo de iluminação é chamada de luz dura.


No exemplo acima podemos observar uma foto com uma iluminação dura. Note a forte sombra que cobre a parte da lateral da ponte. Isto é resultado da forte luz que incide lateralmente sobre ela. Observe também que, nas bordas laterais superiores, a luz forte que incide diretamente "estoura" o local, criando áreas praticamente sem definição e cor. Evite fotos ao ar livre nos horários em que o sol é muito forte, pois além da iluminação dura, a direção de cima para baixo do sol a pino causa sombras fortes e fotos escuras.

Uma boa solução quando precisamos fotografar ao ar livre é colocar o assunto embaixo de uma sombra ou  dar preferencia a assuntos que já estejam posicionados  debaixo de uma sombra suave. Você pode utilizar uma árvore ou qualquer outro local onde a luz não incide diretamente, pois neles a iluminação é mais suave, produzida por raios solares indiretos. As imagens obtidas com esta iluminação têm boa definição e realçam os contornos e detalhes do asunto, como na foto abaixo.




Dias nublados também nos fornecem luz suave. As nuvens funcionam como um difusor, suavizando os raios solares e tornando a luz mais fraca.


A LUZ ARTIFICIAL


Além da luz natural, podemos usar outras fontes para iluminar nossas fotografia. Na maioria das vezes, usamos uma luz artificial quando a luz natural não é suficiente para iluminar a cena fotografada, como dentro de um ambiente fechado, ou em cenas noturnas.

A fonte de luz artificial mais usada é o flash eletrônico. Atualmente, todas as câmeras amadoras e semi-profissionais já tem um embutido no corpo da câmera, e funciona de maneira automática. Qualquer outra fonte de luz pode ser usada para iluminar uma cena a ser fotografada, como um holofote, lâmpadas, velas... São as chamadas "fontes de luz contínua".

COR DA LUZ

Um detalhe importante que deve-se observar quando se usa iluminação artificial é a temperatura de cor. Ela é medida em graus Kelvin e indica. A luz do meio-dia, com temperatura de 5500º Kelvin, é a que mais se aproxima da luz branca.


Fontes de luz com temperaturas mais baixas, como um holofote em uma peça de teatro, uma lâmpada incandescente, ou uma vela, têm temperatura de cor de 4000º Kelvin, que produz luzes amareladas, tons "quentes". Por outro lado, a luz "fria" de tem temperatura maiores, de aproximadamente 8000º Kelvin, produzindo tons azulados.



Fonte: http://www.fotografiaonline.xpg.com.br/
          Arquivo e acervo próprio.
   


Próximo tópico:  MODOS DE FOTOGRAFIA


Abraços a todos

Gilberto

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Melhorando minhas fotos - A Fotografia, parte 2 -



A REGRA DOS TERÇOS




A  regra dos terços vem da lógica matemática da regra do número de ouro, que permite determinar a proporção ideal de um motivo (assunto) numa imagem.

Este número de ouro permite que linhas teóricas  sejam estabelecidas cortando a imagem em três partes horizontais e três partes verticais do mesmo tamanho, estas são as linhas que compõem a terceira regra, usada muitas vezes para a elaboração de uma imagem ou um vídeo.





A proporção ideal na fotografia é um terço por dois terços.

Se colocar o motivo no centro da imagem, conduzirá a uma simetria óbvia, vai parecer um pouco aborrecido. Haverá uma falta de dinamismo e interesse. Será melhor enquadrar o motivo na Terceira parte do visor para adicionar dinamismo à imagem.

Essas linhas que dividem a imagem reúnem-se em 4 pontos no centro da imagem. Esses pontos constituem os pontos fortes da imagem. O olho será naturalmente atraído para os pontos. Portanto, é importante colocar nessas zonas, os elementos dominantes e os detalhes do motivo. Se colocar nesses pontos detalhes inúteis, pode prejudicar a legibilidade da imagem.




Além disso, alguns estudos científicos mostram que todos temos a mesma leitura, quando olhamos para uma foto. Essa leitura é determinada pela nossa cultura. No ocidente, o olho lê uma imagem de cima para baixo e da esquerda para a direita.

O olho é atraído para zonas precisas da imagem. Estes são os pontos fortes, ou o centro da imagem, mas o olho também pode ser atraído pelas zonas com maiores formas ou zonas que parecem estar mais próximas da imagem.







É importante lembrar que o olho é atraído inconscientemente para outras regiões da imagem devido a outros parâmetros: a clareza, primeiro plano, as diagonais da imagem, a cor mais ou menos atraente …




Balanço e distribuição das massas:

Para obter uma imagem agradável e harmoniosa, ela deverá ter uma forma que equilibre as diferentes massas e volumes representados.




Assim, as massas maiores atrairão a atenção mais facilmente do que as mais pequenas. A cor dessas massas e a distância entre duas massas e suas respetivas posições, também são importantes. Portanto, é aconselhável colocar as massas em diferentes pontos fortes da imagem, tomando cuidado para não manchar outras massas importantes.

Nesta imagem, podemos ver que os elementos mais importantes estão perto dos pontos fortes e  as massas estão equilibradas.

Com tudo, a  regra dos terços não serve para todas as situações. É muito útil para paisagens e composições em que o assunto principal não deve ficar muito centrado.



Obs: Texto baseado no exposto do blog fotolia.




Com esta exposição da regra dos terços, acredito que o básico sobre o assunto do enquadramento ficou bem exposto.

Próximo tópico: FOTOGRAFIA E LUZ.

Abraço,

Gilberto

terça-feira, 13 de julho de 2010

Melhorando minhas fotos - A Fotografia, parte 1-



Do alto dos 2.300 acessos registrados no contador deste blog, sinto uma alegria e um prazer imenso de saber que este espaço está se tornando um canal de entretenimento e informação para muita gente. Comprometo-me a  levar, cada vez mais, informações a vocês que colocam a fotografia como um modo especial de enxergar a vida, pois é assim que se comporta o fotógrafo; ele registra a cena que lhe atrai compondo e enquadrando a foto segundo seus conceitos de beleza e harmonia.

Este conceito precisa ser absorvido por todos, porque é muito importante imprimir na fotografia a personalidade artística de quem a compôs. A fotografia nos oferece isto - ou seja, a oportunidade para diferenciarmos a cena de que todos vêem para formarmos a nossa, segundo nossos parâmetros e nosso jeito de enxergar o belo. Pensando assim, passaremos a utilizar nossa câmera como ferramenta para observar e compor imagens mais bonitas e mais autênticas.

Estão no "forno", quase saindo, algumas dicas sobre o programa photoshop. Será uma série com alguns vídeos contendo dicas básicas sobre pequenos retoques nas fotografias. Estou certo de que será muito útil para quem gosta de fotografia.

Porém, antes de falar sobre a correção da foto, achei por bem passar algumas informações sobre como produzir boas fotografias, deixando o mínimo de trabalho possível para terminar no software.

Desta maneira, a gente não atropela a didática e prepara melhor a foto para apreciação de todos.
Cada tópico será apresentado em um "post", com a seguinte divisão:


MELHORANDO MINHAS FOTOS:
 
               1:     A Fotografia
               2:     Fotografia e Luz
               3:     Modos de Fotografia
               4:     Fotografia Avançada
               5:     Considerações finais



   A FOTOGRAFIA


A palavra Fotografia vem do grego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη grafê, e significa "desenhar com luz e contraste"

Por definição, segundo o dicionário Aurélio,  fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce.

Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1826.

Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas  - e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças - por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.

Com a fotografia fazendo parte do nosso dia a dia, passamos a ter a imagem em geral, como uma das preocupações que nos rodeia, ou seja: nossa imagem, a dos outros, a da natureza e tantas outras, passa a contar com nossa atenção e ser realmente importante para podermos enfeitar mais nossa vida!

Retratar algo ou alguma coisa de forma bonita e criativa, imprimindo nosso jeito de ver tais coisas, é muito gratificante e nos deixa mais perto dos paradigmas da arte. E é aí que entro; vou passar algumas dicas -com meu pouco e modesto conhecimento em fotografia, mas, com muita boa vontade-, para que todos que acompanharem este trabalho  possam ter uma base para efetuar disparos (cliques) com mais harmonia e equilibrio, resultando em  belas fotos.

Não vamos  discutir aqui características ou diferenças da fotografia analógica e digital, mesmo porque isto demandaria algum tempo e estenderia muito este texto. De mais, o que se busca aqui é o aprimoramento e o enriquecimento do enquadramento em si, tanto fazendo se a fotografia é  analógica ou digital. O resultado será o mesmo.

Alguns conceitos (muito) básicos :

Fotógrafo: É a pessoa que tira fotografia, usando uma câmera. É geralmente considerado um artista, pois faz seu produto (a foto) com a mesma dedicação e da mesma forma que qualquer outro artista visual. Faz parte da cultura brasileira a figura do Fotógrafo Lambe-lambe, profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu alto valor comercial.


Câmera fotográfica:Uma câmara ou câmera fotográfica (também chamada máquina fotográfica) é um dispositivo usado para capturar uma imagem , única ou em sequência. O nome é derivado de camara obscura, latim para "câmara escura". Seu formato peculiar deriva-se das antigas observações de Leonardo da Vinci, tido até hoje como o primeiro a descrever os princípios da câmara escura.

Ao nos posicionarmos para uma foto, podemos dispor a câmera de forma que ela fique nas posições horizontal ou vertical. Nas fotografias em que a câmera esteja na posição horizontal, são chamadas de fotos Panorâmicas. "Este formato corresponde à visão humana, que percorre o espaço da esquerda para a direita e oferece melhor controle da câmera. Geralmente é usado em paisagens, cenas gerais e grupos de gente.
Este formato acrescenta uma sensação de estabilidade, de profundidade e distância na imagem"



As verticais recebem o nome de Retrato. "O olho percorre a imagem de cima a baixo. Este formato é usado em imagens com pessoas, retratos ou ações que demonstrem altitude. Esta orientação dá uma sensação de proximidade à ação da imagem. Constantemente estas nomenclaturas aparecem em textos em que o assunto seja fotografia. Aqui mesmo usaremos estes termos para diferenciar foto vertical de horizontal.

A seguir, outros conceitos e definições nesta área: filme fotográfico ou película fotográfica, foto americana, close up, grande close up, iso ou asa, exposição, assunto, foco, distância focal, profundidade de campo, velocidade, abertura, diafragma, obturador... etc

Filme fotográfico ou película fotográfica: 




É como se fosse um tipo de fita constituído por uma base plástica, geralmente triacetato de celulose, flexível e transparente, sobre a qual é depositada uma emulsão fotográfica. Esta, é formada por uma fina camada de gelatina que contém cristais de sais de prata sensíveis à luz, que chega a ela através da lente da câmera. Os sais de prata, quimicamente chamados de haletos ou halogenetos de prata, podem ser mais ou menos sensíveis à luz. Então, há filmes que exigem maior quantidade de luz para registrar as imagens. Outros permitem a captação com menos luz. A essa propriedade dá-se o nome de sensibilidade. (iso ou asa).

Iso, asa ou din: A sensibilidade dos filmes é indicada normalmente por números ISO do International Organization for Standardization, que é uma fusão dos sistemas ASA (American Standards Association, americano) e DIN (Deutsches Institut für Normung, alemão). Como exemplo, um filme ISO 100/21° é um filme com ASA 100 e DIN 21°. Existe ainda um outro sistema da antiga União Soviética, denominado GOST, não sendo mais utilizado hoje em dia. O sistema ISO de classificação da sensibilidade do filme é aritmético: por exemplo, um filme de ISO 400 é duas vezes mais "rápido" do que um de ISO 200, exigindo metade da exposição. Por outro lado, tem metade da velocidade de um filme de ISO 800, necessitando do dobro da exposição deste. No entanto, quanto maior o número ISO, maior a sensibilidade, e maiores são os grãos dos brometos de prata, resultando numa imagem com pouca resolução. A sensibilidade dos filmes mais comuns são: ISO 32, 50, 64, 100, 125, 160, 200, 400, 800, 1600 e 3200.

Exposição: é a quantidade de luz que atinge o filme. Depende da abertura do diafragma e do tempo de abertura do obturador.

Assunto: É o motivo que está sendo fotografado ou a imagem que está sendo refletida e enquadrada no visor da câmera.

Foto americana:

Foto de Cidione Nunes. Aline é a modelo

Existe uma definição, que apesar de ser antiga, ainda prevalece como explicação do motivo pelo qual este tipo de captura é chamado de  americana. Este  nome é dado porque,  à época do velho oeste, as fotografias dos cowboys eram tiradas com o corte localizado à metade da coxa, para que os revólveres fossem mostrados.

Foto em close up e grande close up:


Este tipo de foto (close up), caracteriza-se por valorizar o assunto, ignorando o cenário. No grande close up, destaca-se uma parte bem reduzida do assunto para melhor observação. Nesta modalidade de captura, este isolamento requer  uma iluminação bem equilibrada para valorizar os volumes do detalhe.

Obturador: O obturador é um dispositivo mecânico que abre e fecha, controlando o tempo de exposição do filme (ou do sensor das câmeras digitais) à luz em uma câmera fotográfica. É uma espécie de cortina que protege a câmera da luz, e quando acionado o disparador, ele se abre. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra. Ele fica embutido no interior do corpo da câmera após o diafragma. A velocidade do obturador é um dos fatores utilizados para alterar o resultado final de uma fotografia pelo fotógrafo.

Diafragma: O diafragma fotográfico é o dispositivo que regula a abertura de um sistema óptico. É composto por um conjunto de finas lâminas justapostas que se localizam dentro da objectiva e que permitem a regulagem da intensidade de luz/iluminada que irá sair no material foto-sensível. O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou f-stop, e seguem um padrão numérico universal. Esta escala inicia-se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 44, 64 etc, sendo que, quanto menor for o número f, maior a quantidade que luz que ele permite passar e, quanto maior o número f, menor a quantidade de luz que passará pelo diafragma. Cada número maior, ou seja, mais fechado, representa a metade da luz que a abertura anterior permite passar, assim como a cada número menor, ou seja, mais aberto, permite a entrada do dobro de luz.



Velocidade: A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está diretamente relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da máquina (câmera) fotográfica leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica ou o sensor digital CCD/CMOS e formar a imagem. É fácil  perceber-se que se deixar a máquina a receber luz durante 10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que estamos  fotografando se movimentar durante este tempo. Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da máquina, maior a abertura do diafragma necessária para se obter uma exposição correta. O tempo de exposição é normalmente dado no formato 1 / x , em que X representa uma fração de tempo em segundos.


                          


Abertura: A abertura de uma objectiva fotográfica pode ser ajustada para controlar a quantidade de luz que chega à película fotossensível ou ao sensor digital (CCD — Dispositivo de Carregamento Duplo ou CMOS — Sensor Semicondutor Complementar de Óxido Metálico). Em combinação com variações na velocidade de obturador e sensibilidade da película, o valor da abertura vai regular o nível de exposição (fotografia) à luz. Assim, quanto mais rápida for a velocidade de obturador maior será a abertura necessária para garantir luz suficiente. Inversamente, quanto mais baixa for a velocidade de obturador, menor terá que ser o tamanho da abertura para evitar a sobre-exposição.





O diafragma controla a abertura. Pode-se considerar o funcionamento do diafragma como semelhante ao da pupila do olho — controla o diâmetro efetivo da abertura da objetiva. Ao reduzir-se o tamanho da abertura aumenta-se a profundidade de campo. Este efeito descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura (maior o valor), maior é a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos.


Foco: é um ajustamento para dar mais nitidez ao tema que terá mais importância na foto. Temos aqui duas distâncias importantes: Distância focal e profundidade de campo.

Distância focal: A distância focal é, junto com a abertura do diafragma, uma das mais importantes características de uma objetiva. É a partir dela que o fotógrafo define, por exemplo, a maior ou menor aproximação de uma imagem, ou ainda escolhe o campo de visão que deseja trabalhar.

Profundidade de campo: Em óptica, profundidade de campo é um efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura do diafragma/íris (maior o valor), para uma mesma distância do objecto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos. De salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.








Aos que acharam interessante este começo de abordagem sobre fotografia e observaram algum ponto complicado, sugiro que não se preocupem, uma vez que, quando começarem a fazer uso destas dicas na prática, verão que não é tão difícil assim.

Importa esclarecer que, para melhor elaboração deste texto - e com o objetivo de ilustrar e enriquecer o assunto - além de arquivo próprio e conhecimento adquirido, me servi de mais informações técnicas colhidas em sites e blogs especializados na web. Tais como
http://blog.fotolia.com/br,   http://www.forumfotografia.net/,   http://www.comunidademirage.com.br/



Na próxima publicação terminaremos a segunda parte referente ao tópico  FOTOGRAFIA.
Agradeço a todos a atenção e, persistindo alguma dúvida, estejam à vontade para perguntar via blog ou por email.

Abraços a todos.


Gilberto

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Porto Seguro; paraiso dos fotógrafos



Para quem gosta de fotografar e registrar a exuberância do nosso país, Porto Seguro oferece uma ótima estrutura para o turismo em geral, principalmente para o turismo de observação da fauna e flora. Estejam certos; não é raro voltar neste canto do Brasil mais de uma vez na vida; assim como acabo de fazer.

Desnecessário falar da capacidade de Porto Seguro em instalar turistas, pois é uma das cidades que mais recebe este tipo de viajante no mundo. Meio milhão de pessoas é o que a cidade chega a receber no auge do verão.

A receptividade dos moradores de lá, tanto os da cidade como os índios (Pataxós), é contagiante. Tratam os visitantes com respeito muita e cordialidade.

Quanto ao potencial fotográfico, Porto Seguro possui um grande leque de atrações. O fotógrafo fica sem saber para onde vai. Praias do norte ou do sul? Avançar para o leste, visando o oceano ou rumar a oeste na direção do sertão baiano?

Para explorar o potencial que as praias oferecem, podemos começar pelas que ficam ao norte da cidade, tais como: coroa vermelha, Cabrália, Taperapuã, Cururipe, Mundaí e muitas outras. Para aqueles dominantes da fotografia, recomendo fechar um pouco o diafragma da câmera. Assim pode se evitar o dissabor daquelas fotos escuras por causa do excesso de claridade refletida pela areia.

Registradas as maravilhas das praias do descobrimento, faz-se necessário conhecer as aprazíveis praias de Arraial D’Ajuda e de Trancoso. É puro Paraiso. Sem contar o charme dos bares e do comércio em geral no centro destes dois povoados. Hoje, as vias de acesso para estes locais estão todas pavimentadas, com exceção da travessia de balsa sobre a foz do rio Buranhém, é claro.

A pavimentação das estradas não agradou a todos, alguns acham que o local perdeu um pouco do 'romantismo'.

Não se pode também, deixar de conferir os centros históricos de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, onde se tem a oportunidade de conhecer e fotografar (sem flash), igrejas do sec. XVI e XVII. O lugar possui ainda vários atrativos como: marcos de construções antigas que serviram de cadeias ou órgãos públicos, entre outras coisas interessantes. Excelente para quem gosta da fotografia de material histórico e de documentação.

Rumo ao oceano, este o recebe com suavidade e mansidão, graças a uma parede de recifes que se estende por quase toda costa de Porto Seguro, quebrando o impacto das grandes ondas e permitindo a passagem somente das marolas que suavizam os banhistas nas praias.

Oceano majestoso. Águas límpidas da cor de esmeraldas. Com pouco tempo de escuna se chega a Recife de Fora, um capricho da natureza que nos proporciona belíssimas imagens de peixes multicoloridos, estrelas do mar, cavalos marinhos e outros que fazem parte daquele ecossistema. Lugar propício para a fotografia submarina.

Porto seguro oferece ainda uma rica paisagem de mata atlântica, onde podemos admirar o frondoso Pau Brasil. E só seguir rumo ao oeste, sentido sertão, mais precisamente em direção ao Monte Pascoal.

Pra finalizar, recomendo algumas noites na cidade de Porto Seguro. Não há coisa melhor que sentir a brisa marítima refrescando nossa alma, enquanto a gente caminha na praça entre os artesãos. Estes disputam os fregueses a cada metro da Passarela do Álcool.

Esta “passarela” está localizada em uma praça no centro da cidade, bem pertinho do mar. Seu entorno abriga várias bancas onde são expostos trabalhos artesanais de moradores da região. Também o local e servido por diversos bares e restaurantes. Servem boa comida e dão oportunidade de apresentação a diversos artistas locais.


Essa cidade é fotografia pura!


Vale a pena conhecer Porto Seguro.


Obs.: Índios Pataxós - Povo indígena da família Maxakalí. (Tronco macro- jê).










Local provável da 1 ª missa celebrada no Brasil - Sta Cruz de Cabrália
350/5.6 - Balanço de Branco manual - ISO/400




Entrada da barraca de praia Ecológica
90/5.6 - bco manual-contra/luz - ISO/400





Interior da Igreja do séc. XVI. A 3 ª a ser construida no Brasil - 1535
Localizada no antigo centro histórico de Porto Seguro.
60/3.5 - bco flash manual ativado - - ISO/100




Vista do mar frente a um dos prédios históricos da cidade antiga.
250/3.5 - bco manual - ISO/800





Prédio do Paço Municipal da Casa da Câmara e Cadeia . Hoje funciona
como Museu do Descobrimento .
320/4.0 - bco manual - ISO/100



                             

 Igreja Nsa Sra da Pena . Em primeiro plano está o Marco do Descobrimento .
O marco Foi trazido de Portugal Entre 1503 e 1526 e simboliza o Poder
da Coroa Portuguesa .
180/4.5 - bco manual - ISO/800



                                   


Praia de Mundaí .
200/5.6 - bco flash manual ativado - - ISO/400






Meu Filho Lucas e sua amiga indiazinha . Entrada de uma Oca Pataxó.
60/3.5 - bco manual - sem flash - ISO/200




Interior da Oca . Trabalhos manuais desenvolvidos pelos índios.
flash manual ativado 60/3.5-bco - - ISO/200




Praia em Arraial D 'Ajuda .
Explorando exposição de imagem refletida em espelho d ' agua como tema central. Esta Fotografia
pode ser recortada dentro da regra dos terços .
60/200-bco manual - ISO/400




Registro da expectativa da mudança de clima.
Imagem que nos  leva a meditar sobre a força da natureza.
350/64 - bco manual - sem flash - ISO/400




Temporal que se anuncia .
350 / 4 - bco manual - sem flash - ISO/400




Exposição noturna de uma rua pertencente a orla em questão.
Exp . 01/06 seg/3.5 - bco manual - sem flash - ISO/1600



Noite chuvosa em beco . Estilo de casario predominante na cidade.
Exp.1 / 6 seg/3.5 - bco manual - sem flash - ISO/1600




Fim da jornada com  material fotográfico garantido.
125 / 3 - bco Automático ISO/80 -
Exposição Automática
                                                                                                                                                     





Abraços A TODOS e até a próxima !






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